A menina pequena e frágil se depara numa tarde mais do que comum com algo estranho, surreal, magnífico: A ESFINGE.
A Esfinge olha dentro dos olhos negros da menina - que tem um ar quase frágil - e, com seus lábios de pedra, diz: 'Decifra-me ou te devoro'
O momento parece eterno. A Esfinge a espera de abocanhar sua presa e a menina nem sequer entende o perigo que corre. Hipnotizada pelos olhos negros e molhados da Esfinge, acredita que todo o mar caberia neles.
Naquele momento a Esfinge não pode, não consegue, não vai! Ela não devora a pequena indefesa. Sim. É exatamente nesse momento que se dá o milagre.
A Esfinge não devora; a criança não desvenda o mistério; e tudo vai ficando ao contrário.
Esse foi o dia que a lenda da Esfinge - monstro de pedra - se dissolve em areia.
Esse foi o dia que a pureza da menina - de muitos medos - conheceu o encantamento.
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