Estou com medo e parece que ele vai comendo as paredes da certeza e esmurrando o concreto da tranquilidade.
O medo faz companhia e mesmo assim é ausente.
Trata meu peito, sua casa, com desdém e cresce numa rapidez tamanha que já nem cabe no cômodo a ele destinado.
Agora ele mora nos meus pulmões [mal respiro], invade o estômago [parece que gosta de lá] e chega a ponta dos meus dedos.
O medo está tão crescido que em mim não pode mais morar. Agora faz ninho sobre minha cabeça e paira acima dos meus pensamentos.
O medo não é, nem está.
Agora ele faz parte de mim e a sensação se acomoda no meu peito.
O medo não é mau companheiro, só precisa aprender a falar mais baixo quando eu necessito!
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