segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mansarda

Belos sapatos engraxados
Poças d'água levemente enlameadas
Rodas e pés.

A luz que entra ilumina tão pouco de mim
Que creio desconhecer minha existência
A luz que entra ilumina meus espaços vazios
[os torna maiores]

Feche as cortinas,
Tranque as portas,
Lacre as janelas!

Impeça que qualquer sentimento entre ou saia
Mantenha-se por instantes inerte, manso.
Quando a mansarda abrir e trouxer o sol
Nasça novamente
[se puder].

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