Devora-me ou te decifro!
A hora da Esfinge é agora, o tempo é hoje. Não existe nada além do aqui.
A pergunta vem sempre depois da resposta, nós é que nunca percebemos.
A prisão Esfinge em que vivemos nada mais é que apego.
Enquanto não liberto o outro não conseguirei me libertar.
A bela Esfinge amarra meus pés enquanto me debato desesperadamente enrolo-me ainda mais em sua teia de perguntas e respostas. A Esfinge não me quer prender, eu que me quero presa a ela.
Então Esfinge diz-me assim: Decifra-me ou te devoro!
Em vão respondo sempre com erro.
Agora me vejo largando os pés da Esfinge e a deixando falar mais e mais baixo.
Então digo a Esfinge: Devora-me ou te decifro!
Decifrei a Esfinge, descobri o que tem dentro dela. Além de não ser devorada fui, acima de tudo, cuspida!
Boa noite Esfinge!
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